
Tudo começa com um simples:
_ Eu sei!
A soberba invade, infla-se 'todinha' com essa pequena afirmação. Que poder!
O que 'sei' é que já experimentei inúmeros sentimentos por conta dessa contraditória ablação. A sabedoria é algo tão transcendental que um destrutivo 'eu sei' pode aniquilá-la ao ponto de cotidianizá-la. Sabedoria não está aí para ser dita. Pense bem, quanta sabedoria há no silêncio. O fato de eu não concordar com você não afirma a sua sabedoria e, menos ainda, o meu desconhecimento de causa, a minha ignorância. Eu sei que tenho uma vida, hipócrita, na maioria das vezes, mas isso é prêmio. Viajo para onde desejo. Leio livros. Grito. Creio. Pago as contas. Nunca amo. Amo excessivamente. Me pagam mal. Sofro abusos. Não sei fazer pipas. Eu danço mal. Às vezes, causo inveja. Queria abraçar o vento! Leio nos rostos das pessoas as suas intimidades. Conto os degraus da escada rolante. Não sou normal. Mas o que é a normalidade senão um estado de espírito???? Me anulo. Não faço minhas vontades. O mundo é cruel comigo. Sou perseguido. O dinheiro é o caos do mundo. Quantos odores existem num ambiente público. quantas pessoas existem em condições putrefágicas??? Quantos honestos, quantos, limpos, quantos alegres, e os tristes...? respira... pula... corre... reage... nasce....sofre... morre... ame... pratique uma ação... mesmo que seja essa a de não fazer nada! Nada... nada...
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