E existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
As vezes acho que falar pode amenizar
Outras acho que o silêncio poderia me explicar algo, mas não pode
As vezes acho que o vento poderia levar embora
As vezes acho que me recolher faria tudo isso mudar
...e existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
E penso que não posso fazer nada , só senti-los
As vezes acho que alguns deles retornam com força
As vezes acho que outros morrem para nascer novos sentimentos
As vezes acho que novos sentimentos atordoam-me
As vezes acho que antigos angustiam-me
As vezes acho que alguns dão-me paz
...e existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
as vezes acho que a vida é como o mar, tão visível e pálpavel mas não podemos abarcá-lo
as vezes penso que não sei dizer o que é o amor...só sei sentí-lo
as vezes penso que a amizade é como um jardim que devemos cuidar todos os dias, podá-lo, aguar, adubar...
as vezes penso que a família é algo como diamante antes de ser descoberto...
...e existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
as vezes acho sentido no nada
e as vezes acho nada sem sentido
as vezes acho que não sabemos enxergar com os olhos
as vezes acho que os dois lados existem sempre e que o ser humano oscila o tempo todo
... e existe uma confusão de sentimentos no meio de meu peito
que faz eu ser o que sou agora...
e me faz enxergar o que antes eu não via
que me faz falar o que antes eu não diria
ouvir o que não queria
que me faz sentir o frio e o calor sem reclamar.
E que faz-me fechar meus olhos para o q não devo ver no momento...
...e existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
desses que é só confusão, nenhuma explicação
que me faz ficar longe de tudo e mais perto de mim...
as vezes acho que isso é a verdade...
...e existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
embora tudo se transforme em algo que nem sei ainda o que é...só sei do aperto que me dá, do sabor da inércia e do meu olhar que não alcança mais do que a mim mesmo no meio da confusão de sentimentos que existe no meio do meu peito.
Uma paz às vezes invande-me
Neste espaço haverá relatos de leituras, composições, músicas, idéias estéticas, políticas e filosóficas, pintura e fotografia para você ver,ler e comentar. Iscrivimi!!! Michele e os outros eus.
segunda-feira, julho 31, 2006
sexta-feira, julho 28, 2006

Meu nome é Michele e tenho... aliás, minha idade não interessa.Poderia dizer aqui tudo o que eu já fiz e deixei de fazer, mas aprendi a não mais atrelar meu ego ao meu trabalho. Eu não sou o que eu faço, eu sou... a biografia do orvalho:"Há um cio vegetal na voz do artistaEle vai ter que envesgar seu idioma ao pontoDe alcançar o murmúrio das águas nas folhas das árvores...Não terá mais idéias: terá chuvas, tardes, ventos, passarinhos..." Hoje, sou só Michele. Mas Michele?!?. E quando me perguntam o que eu faço, adoro quando perguntam o que eu faço, eu respondo que como, durmo e penso. O assunto tende a ficar por aí.Na verdade, também sou artista, canto, escrevo, ensino. Eu acho! Ser artista independe de fazer arte, assim como ser romancista independe de escrever romances. Ser artista é uma vocação dos sentidos, uma inclinação à contemplação. Artista não é menos artista se nunca tiver composto uma canção ou escrito um ensaio. A primeira obra de arte do artista é a sua vida. Eu costumava escrever pra ser feliz, mas se já sou feliz sem precisar escrever, vou escrever pra quê?Quando me dei conta disso, chutei o balde. Larguei várias coisas, à qual me dedicara exclusivamente por um tempo considerável, e fui dar aulinhas de português e literatura em escolinhas, rs,rs. Hoje, faço tantas coisinhas. Antes, não tinha tempo pra nada, agora tenho tempo pra tudo, TUDO. Leio, escrevo e passeio, exploro, canto e experimento e...Dia a dia, componho minha obra-prima: minha vida. Quando sobra tempo, escrevo. Sei... você está pensando e tirando conclusões, mas antes que você continue devo-lhe orientar: Além da obscuridade, considere que, as conclusões a meu respeito que você busca, encontra outra tensão dissonante em que formas distintas coexistem, fixando uma arte cujos traços de origem arcaica, mística e oculta, contrastam com uma aguda intelectualidade, a simplicidade da exposição com a complexidade daquilo que é expresso, o arredondamento lingüístico com a inextricabilidade do conteúdo, a precisão com a absurdidade, a tenuidade do motivo com o mais impetuoso movimento estilístico. Hehe.
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