sexta-feira, dezembro 29, 2006

Change II

Deu uns tempos para cá me tornei um ser conhecido dentro do meu mundo e fora dele. À minha revelia, mas também com minha anuência, determinados aspectos dos meus pensamentos que faço e gero, se tornaram mais visíveis que outros. Não é que eu queira me queixar. Nem poderia, num momento em que uma das principais queixas de muitas pessoas é a invisibilidade. Não de partes. Mas a invisibilidade total delas, e de seus pensamentos. Ser em parte conhecido, visível, ou conhecido em partes já aparenta alguma vantagem. Principalmente quando se tem, quando se criam ou se conquistam as condições de iluminar o que antes já existia mas não podia ser percebido em plenitude. Ou era simplesmente ignorado. É o que acontece comigo agora com o início deste ano e a descoberta deste sentimento, ao qual me entreguei com a alegria e a inquietação que apenas a liberdade criativa possibilita. Ele? O sentimento? Retirante, vidente, incômodo em seu êxtase constante, também, quase invisível, multiartista a insuflar inquietação e sede de conteporaneidade sem peias a seus pares por décadas. Ele é ruim e bom. Mesmo de tons mais densos, não é de melancolia que quer falar o meu coração. Mas ela está aí. Pra mim é como se ele começasse escuro, numa sessão maldita de cinema à meia-noite. Atravessa uma longa madrugada, clareia aos poucos e termina encandeado de sol tropical ao meio-dia, numa mistura de feijoada e rave. Claro que não é a única leitura possível, e essa talvez seja otimista demais. É na verdade como ele nasceu em mim e aí tomou corpo, isso leva alguns dias.. Posso dizer que isso norteia o meu ego e desnorteia a minha razão...Doidinha, ela luta e renega a rendição! De onde venho há silêncio. Pra preencher esse tipo de abismo os homens abóiam e as mulheres cantam benditos. Às vezes é o contrário. Por artes de diversão os adultos também atracam-se em noites de amor e ódio ou podem passar horas em torno de si, buscando a perfeição... 20 segundos de escuridão! Aqui estou e trago as minhas cicatrizes, trago palavras caladas, trago palavras escritas...trago uma solidão...trago uma ilusão, trago uma esperança, trago um trago...viajo...viajo...construo...destruo...louqueço...enlouqueço...
Perdi as minhas crendenciais...
...as notícias...

domingo, novembro 26, 2006


Despeço-me de ti...
sou simples, sei...
meu cérebro está cansado...
meu coração em 220 volts...
tenho um livro nas mãos e um desejo que arde em meu peito...
decifro-me em cada olhar...
conhece-me...
Simple...simples...
sei que "ela" contará os meus novos segredos...
em breve...
Good bye...
SIMPLE

Mensagem para você!


Queridos leitores e críticos...
Preciso explicar-lhes a minha ausência: neste momento, encontro-me em 'veia poética'. Enclausurada...mas 2007 é ano de novas viagens, sandices, ideais, filosofias e leitura...muita leitura.
Um belo natal e um ano novo delicioso...
Atenciosamente,
Michele Ribeiro

terça-feira, setembro 19, 2006

Por prazer!!!!

A biografia de James Joyce (especialmente aquela descrita por Richard Ellmann) sempre me pareceu mais fascinante do que qualquer de seus livros. Mesmo quando eu só tinha lido O Retrato do Artista, quando jovem, e ainda mesmo quando eu estive empacado no Ulisses por quase 7 anos. Não vou nem dizer do Finnegans Wake, porque este não foi feito para ser lido. Tem certas obras que vão muito além da vidinha do escritor. Machado de Assis, por exemplo. Drumond, Mário Quintana, Borges, Tolstói, Sartre, Nelson Rodrigues. Tem obra que se confunde (se não literalmente, pelo menos na profundidade e na altura do vôo) com a vida do escritor. Henry Miller, por exemplo. Knut Hamson, Osho, Artaud. E tem personagens que extrapolam o escritor e a obra. É o caso de Zorba, o Grego e, de certo modo, Jesus. Tem livros que me dão muito prazer quando os leio ou os releio. É o caso de todos os de Henry Miller, mas especialmente "Primavera Negra", "Sexteto" e "A Hora dos Assassinos". Também "As Palavras", do Sartre. "Fogos", de Marguerite Yourcenar. "Assim Falava Zaratustra", do Nietzsche. "Une Saison en Enfer", de Rimbaud. "A Sangue Frio", de Truman Capote. "La Barcarola" e "Confesso que vivi", do Neruda. "O Retrato de Dorian Gray" e "De Profundis", de Oscar Wilde. "Vidas Secas", do Graciliano. "A Ilha do Tesouro", de Robert Louis Stevenson. "A Importância de Viver", de Lin Yutang. "A semente de Mostarda", de Osho. "As Folhas das Folhas da Relva", de Walt Withman. "Lolita", de Nabokov. "Zorba, o Grego", de Nikos Katzanzakis. "Memórias Sonhos Reflexões", de Jung. "James Joyce", biografia escrita por Richard Ellmann. "Metamorfose" e "O Processo", de Kafka. "A Insustentável Leveza do Ser", do Kundera. E um monte de outros de que nem me lembro agora. Com esses livros eu seria capaz de ficar seis meses numa ilha deserta. Uma ilha deserta que ficasse a menos de mil metros do continente, na altura de Trancoso, na Bahia. No verão. E ao lado dos meus amores... Como se vê, não citei nenhum autor brasileiro. O melhor deles eu não citei por uma questão de modéstia. Mas, se preciso, e pensando bem, escolheria Leminski, Drummond e Guimarães Rosa. Também não citei nenhum de James Joyce nem de Yeats nem de... Claro que me esqueci de Homero e de Virgílio, de Tolstói e de Cervantes, de Cioran, Camus, Gaiarsa, Borges, Trotski, Marx, Dostoiévski, Freud, Knut Hamson, Pessoa, Göethe, Lorca! Meu Deus, minha ignorância parece ser enciclopédica! Mas não tenho receio em dizer que gosto muito de certos autores que a crítica detesta... Porque hoje eu só leio por Prazer.

segunda-feira, setembro 04, 2006

Sentimentos: Vide bula!


Como seria bom se os sentimentos viessem com instruções de como usá-los nos seus versos, imagina se você se deparasse com o sentimento da solidão e no verso viesse escrito: Modo de usar: Esse sentimento só deve ser usado nos dias que você estiver sozinho, não agite antes de usar, deve ser usado em silêncio, nas sombras do dia, na sobra das horas e nas cinzas do seu ser. Indicações: Indicado para pessoas abandonadas, traídas e indesejadas, provoca lágrimas repentinas e repetidas, dor no peito e nó na garganta. Para sua total eficácia deve-se desligar o telefone e se trancar num quarto escuro, não atender a porta e pensar que ninguém me quer, ninguém me ama. Contra-indicações : A solidão prolongada pode te fazer acreditar mesmo que ninguém te quer, ninguém te ama, pode te fazer esquecer das suas qualidades e virtudes, pode te fazer esquecer de você e que há tanta vida lá fora e muita gente que te quer. Posologia: Se sentir só mesmo acompanhado por uma multidão, procurar se afastar das pessoas e principalmente dos amigos. Superdosagem : Caso você sinta solidão durante muito tempo ou com muita intensidade recomenda-se que procure imediatamente um bom amigo ou tente arrumar um namorado(a). Agora imagina você num dia vazio, tipo um domingo à tarde, tomado por um sentimento, você olha para ele e tá lá estampado: saudades. Você então pega esse sentimento e lê no verso: Modo de usar: Esse sentimento deve ser usado no caso de se sentir falta de alguém ou de uma época, mas também funciona com lugares.No caso de sentir saudades de alguém deve-se pegar uma foto, mas para maior eficácia do produto a foto deve ser de você com a tal pessoa, em seguida fique olhando demoradamente para a foto reparando em como essa pessoa sorria ao seu lado, se não sentir o efeito então apele para um objeto, um presente, pronto você já estará sentindo saudades suficientes para um dia. Indicações: Indicado para pessoas que perderam um grande amor, para pessoas com a consciência pesada, para pessoas apaixonadas, que gostam muito ou para pessoas que tem alguém querido em local distante. O produto também pode ser usado por pessoas que amam ou gostam de alguém que mora perto, na mesma cidade, mas que mesmo assim não se vêem com freqüência. Contra-indicações: O fabricante do produto reserva-se no direito de não se responsabilizar pelas conseqüências com seu uso exagerado, afinal o sentimento é seu e não dele, não significa nada e não é problema dele. Posologia: Olhar duas ou três vezes ao dia para aquela foto ou presente querido. Superdosagem: No caso de saudade excessiva recomenda-se ligar ou escrever um e-mail para a pessoa objeto de tal sentimento.
P.S: Tocando ao fundo na trilha sonora que embala os passos do meu caminhar, o som do tic-tac da minha alma...

domingo, agosto 27, 2006

Futilidade!?!


Bizâncio estava sitiada pelo exército turco e poderia cair a qualquer momento, mas lá dentro das muralhas um grande número de gente do clero e do povo, continuava discutindo assuntos inúteis da teologia, sobre se anjo tinha ou não tinha sexo. Não estavam nem aí para a guerra e os mortos de seu povo. Sua futilidade era uma espécie de fuga. Não queriam ter que pensar no que os esperava.
Os dicionários relacionam futilidade com inutilidade. Útil e fútil são palavras antagônicas. Quem se dedica a coisa inúteis ou de pouca importância e lhes dá valor excessivo é, pois, uma pessoa que se ocupa do inútil. Pessoas fúteis são, portanto, pessoas superficiais. Supervalorizam o relativo e são incapazes de se aprofundar no que quer que seja. Vale o momento e o brilho daquela hora. Canonizam o acidental e encontram dificuldade de ir ao essencial. Vale mais o lacinho azul do que a qualidade e a durabilidade do sapato. Gastam numa noite de aplausos e elogios o que, depois, precisam pagar por 24 meses. Pagam 100 reais por um biquíni que na outra loja custava apenas 22,50, mas não era de grife. O vestido de noiva custou 5 mil reais e os noivos juntos ganham 1.600. Mas o que diriam as amigas se ela apenas alugasse? O cabeleireiro da esquina cobra três vezes menos e faz o mesmo trabalho, mas o outro é freqüentado por gente rica e famosa.
Há homens e mulheres fúteis. Há programas de rádio e televisão que trabalham o tempo todo com a futilidade. Há religiões que se preocupam com o fútil. O que é útil e importante para uma pessoa pode não ser para a outra. Por isso não temos o direito de chamar fútil a pessoa que considera importante, aquilo que achamos sem nenhuma utilidade. Mas há certamente um tipo de mensagem, um tipo de conversa e um tipo de pregação que o tempo todo acentua o fútil. Detalhes mórbidos da vida intima dos outros, da roupa íntima da atriz, do que o galã de Sunset Street lá em Hollywood teria dito à ex naquele baile. Quem está namorando quem, entre os famosos. É difícil não considerar fútil uma pessoa que gasta horas, preocupada com detalhes de cor e de lentejoula da roupa do outro que jamais viram ou verão em pessoa. E as festinhas regadas a caras, cascas e bocas, com poses que destroem o diafragma devido à tanta contração abdominal... A futilidade destrói a cultura, a inteligência, anula os sentimentos nobres, enfraquece os laços da amizade e por fim, cultua a superficialidade com um jantarzinho à luz de velas. O sujeito morreu e a pessoa fútil é capaz de descrever quem estava lá e que roupa estava usando. Para ressaltar o bom gosto do enterro.
Quando rádio, televisão e até pessoas religiosas conduzem longas conversa sobre botões, anéis, brincos, o detalhe em rosa do sapatinho da atriz no carnaval é porque há pessoas que gostam. Distrai as pessoas. E aí é que vale a pergunta. Até onde, até quando e até quanto se pode levar as pessoas à distração tarde após tarde, noite após noite, quando existe lá fora um mundo exigindo concentração e busca urgente de respostas? E DEUS aonde entra aí, hã?
Livre-arbítrio?
Bizâncio preferiu perder a guerra do que perder a pose!
P.S - Bizâncio, Constantinopla, Istambul - 3 nomes para uma mesma cidade.

terça-feira, agosto 08, 2006

O beijo da gratidão!!!!


A foto mostra uma cadela Doberman lambendo um bombeiro exausto. Ele tinha acabado de salvá-la de um incêndio em sua casa, resgatando-a e levando-a para o gramado da frente.Ela estava prenha. O bombeiro teve medo dela no início, pois nunca antes ele tinha resgatado um doberman.Quando finalmente o fogo foi extinto, o bombeiro sentou na grama pra recuperar o fôlego e descansar.Um fotógrafo do jornal "The Observer", notou o doberman olhando para o bombeiro. Ele a viu andar na direção dele e se perguntou o que a cachorra iria fazer. Enquanto o fotógrafo levantava a câmera, ela se aproximou do bombeiro que tinha salvo sua vida e as dos seus filhos e beijou-o.

quarta-feira, agosto 02, 2006

Carta de amor do Pai


?Minha criança, tu podes não me conhecer, porém eu sei tudo sobre ti... - Salmos 139:1
Eu sei quando tu te deitas e quando te levantas... - Salmos 139:2
Eu conheço todos os teus caminhos... - Salmos 139:3
Até os cabelos de tua cabeça são contados... - Mateus 10:29-31
Tu fostes feito à minha imagem.... - Gênesis 1:27
Em mim tu vives e move-se, e tens existido... - Atos 17:28
Por seres tu minha descendência... - Atos 17:28
Eu já te conhecia bem antes de tua concepção...- Jeremias 1:4-5
E te escolhi ainda quando planejava a criação... - Efésios 1:11-12
Tu não és um erro, pois todos os teus dias foram escritos em meu livro... Salmos 139:15-16
Eu determinei a hora exata de teu nascimento e quando deverias viver... - Atos 17:26
Tu fostes feito de forma admirável e maravilhosa... - Salmos 139:4
E te formei no ventre de tua mãe... - Salmos 139:13
E te tirei do ventre de tua mãe no dia em que nascestes... Salmos 71:6
Eu tenho sido mal interpretado por aqueles que não me conhecem... - João 8:41-44
Eu não me encontro distante nem estou furioso, porém sou a completa expressão de amor... - João 4:16
E é meu desejo gastar meu amor em ti, simplesmente porque és minha criança, e eu teu Pai... -
1 João 3:1
Eu te ofereço mais que teu pai terrestre jamais poderia oferecer... - Mateus 7:11
Pois sou Eu, o Pai Perfeito... - Mateus 5:48
Cada bom presente que recebes vem de minha mão... -Tiago 1:17
Pois sou aquele que provê e encontra todas as tuas necessidades... - Mateus 6:31-33
Meu plano para teu futuro foi, desde sempre, preenchido com esperança... - Jeremias 29:11
Pois Eu te amo com todo eterno amor... - Jeremias 31:3
Meus pensamentos para contigo são incontáveis, como a areia da praia... Salmos 139:17-18
E Eu me regozijo contigo em canções... - Sofonias 3:17
E nunca irei parar de lhe fazer o bem... - Jeremias 32:40
Pois és propriedade de meu tesouro... -Êxodo 19:5
Eu desejo me estabelecer em ti com todo meu coração e toda minha alma... Jeremias 32:41
E desejo lhe mostrar grandes e maravilhosas coisas...Jeremias 33:3
Se me procurares com todo o teu coração,encontrar-me-ás... - Deuteronômio 4:29
Alegra-te em mim e Eu te darei todos os desejos de teu coração... -Salmos 37:4
Pois Eu é quem te coloco estes desejos... - Filipenses 2:13
E sou capaz de fazer mais por ti do que jamais poderias imaginar... - Efésios 3:20
Pois sou Eu teu maior encorajador... 2 Tessalonicenses 2:16-17
Eu sou o Pai que te conforta em todos teus problemas...2 Corintios1:3-4
Quando estás quebrantado, Eu estou próximo de ti... - Salmos 34:18
Como um pastor que leva um cordeiro, Eu te tenho carregado junto ao coração...Isaias 40:11
Um dia irei secar cada lágrima de teus olhos e afastar de ti toda a dor que tiveste sofrido nesta terra...Apocalipse 21:3-4
Eu sou teu Pai, e Eu te amo tal como meu filho, Jesus...João 17:23
Pois em Jesus, meu amor a ti foi revelado... - João 17:26
E Ele é a exata representação de meu ser... - Hebreus 1:3
Ele veio para demonstrar que Eu estou por ti,não contra ti... - Romanos 8:31
E para dizer que não estou contando teus pecados...2 Corintios 5:18-19
Jesus morreu para que tu e Eu, então, pudéssemos nos reconciliar... 2 Coríntios 5:18-19
Sua morte foi o ultimato da minha expressão de amor por ti...1 João 4:10
Eu desisti de tudo que amava para poder ganhar o teu amor... - Romanos 8:31-32
Se recebes o presente de meu filho Jesus, recebes a mim... - 1 João 2:23
Então, nada irá te separar de meu amor novamente... - Romanos 8:38-39
Venha e irei Eu fazer a maior festa que nos céus já foi vista... - Lucas 15:7
Eu sempre fui teu Pai, e sempre serei teu Pai...Efésios 3:14-15
Minha pergunta é... Serás tu minha criança?...João 1:12-13
Eu estou aguardando por ti... - Lucas 15:11-32
Com amor, do Seu Deus Pai Todo Poderoso".

segunda-feira, julho 31, 2006

Turbilhão

E existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
As vezes acho que falar pode amenizar
Outras acho que o silêncio poderia me explicar algo, mas não pode
As vezes acho que o vento poderia levar embora
As vezes acho que me recolher faria tudo isso mudar
...e existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
E penso que não posso fazer nada , só senti-los
As vezes acho que alguns deles retornam com força
As vezes acho que outros morrem para nascer novos sentimentos
As vezes acho que novos sentimentos atordoam-me
As vezes acho que antigos angustiam-me
As vezes acho que alguns dão-me paz
...e existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
as vezes acho que a vida é como o mar, tão visível e pálpavel mas não podemos abarcá-lo
as vezes penso que não sei dizer o que é o amor...só sei sentí-lo
as vezes penso que a amizade é como um jardim que devemos cuidar todos os dias, podá-lo, aguar, adubar...
as vezes penso que a família é algo como diamante antes de ser descoberto...
...e existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
as vezes acho sentido no nada
e as vezes acho nada sem sentido
as vezes acho que não sabemos enxergar com os olhos
as vezes acho que os dois lados existem sempre e que o ser humano oscila o tempo todo
... e existe uma confusão de sentimentos no meio de meu peito
que faz eu ser o que sou agora...
e me faz enxergar o que antes eu não via
que me faz falar o que antes eu não diria
ouvir o que não queria
que me faz sentir o frio e o calor sem reclamar.
E que faz-me fechar meus olhos para o q não devo ver no momento...
...e existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
desses que é só confusão, nenhuma explicação
que me faz ficar longe de tudo e mais perto de mim...
as vezes acho que isso é a verdade...
...e existe uma confusão de sentimentos no meio do meu peito
embora tudo se transforme em algo que nem sei ainda o que é...só sei do aperto que me dá, do sabor da inércia e do meu olhar que não alcança mais do que a mim mesmo no meio da confusão de sentimentos que existe no meio do meu peito.
Uma paz às vezes invande-me

sexta-feira, julho 28, 2006


Meu nome é Michele e tenho... aliás, minha idade não interessa.Poderia dizer aqui tudo o que eu já fiz e deixei de fazer, mas aprendi a não mais atrelar meu ego ao meu trabalho. Eu não sou o que eu faço, eu sou... a biografia do orvalho:"Há um cio vegetal na voz do artistaEle vai ter que envesgar seu idioma ao pontoDe alcançar o murmúrio das águas nas folhas das árvores...Não terá mais idéias: terá chuvas, tardes, ventos, passarinhos..." Hoje, sou só Michele. Mas Michele?!?. E quando me perguntam o que eu faço, adoro quando perguntam o que eu faço, eu respondo que como, durmo e penso. O assunto tende a ficar por aí.Na verdade, também sou artista, canto, escrevo, ensino. Eu acho! Ser artista independe de fazer arte, assim como ser romancista independe de escrever romances. Ser artista é uma vocação dos sentidos, uma inclinação à contemplação. Artista não é menos artista se nunca tiver composto uma canção ou escrito um ensaio. A primeira obra de arte do artista é a sua vida. Eu costumava escrever pra ser feliz, mas se já sou feliz sem precisar escrever, vou escrever pra quê?Quando me dei conta disso, chutei o balde. Larguei várias coisas, à qual me dedicara exclusivamente por um tempo considerável, e fui dar aulinhas de português e literatura em escolinhas, rs,rs. Hoje, faço tantas coisinhas. Antes, não tinha tempo pra nada, agora tenho tempo pra tudo, TUDO. Leio, escrevo e passeio, exploro, canto e experimento e...Dia a dia, componho minha obra-prima: minha vida. Quando sobra tempo, escrevo. Sei... você está pensando e tirando conclusões, mas antes que você continue devo-lhe orientar: Além da obscuridade, considere que, as conclusões a meu respeito que você busca, encontra outra tensão dissonante em que formas distintas coexistem, fixando uma arte cujos traços de origem arcaica, mística e oculta, contrastam com uma aguda intelectualidade, a simplicidade da exposição com a complexidade daquilo que é expresso, o arredondamento lingüístico com a inextricabilidade do conteúdo, a precisão com a absurdidade, a tenuidade do motivo com o mais impetuoso movimento estilístico. Hehe.

sábado, junho 24, 2006

Chorinho doce!!!! O som!!!! O Dom!!!!



Começa mais um dia para Simple. Ele, hoje, está motivado por algo invisível e envolvente: o som!
Este barulhinho o envolve. Ele voa. Descobre mais um planeta no espaço sideral. Mas o que é sideral? Dizem que é "uma palavra referente aos astros". Essa definição é de 'Dici', um amigo que me acompanha sempre. Simple estava maravilhado com o que havia encontrado. Um planeta com muitos anjos...Alguns transparentes no qual Simple só enxergava-lhes as pegadas...Outros com quase 5 m. Falavam a língua dos anjos...It's wonderful! E Simple viu um anjo que lhe chamara muito a atenção. Ele sabia que anjos não possuíam sexo, mas ele achara uma "anja". Ou seria uma deusa do Olimpo? Não importa! Isso, Simple descobriria num "futuro presente". Ela exalava um perfume que o envolvia. Vivia hipnotizado! E os cabelos dela?? Ah! Esses produziam um som que relaxava a mente de Simple. Ele estava só. Estava sentindo-se abandonado, mas, feliz, perto de um selvagem coração.
Joyce o define em "uma realidade adivinhada" Simple vivia naquele instante um nomadismo da consciência e da sua existência.
"L'amour est la seule passion qui ne souffre ni passé ni avenir". Palavras de Balzac a Bretanha em 1799. Mas, Simple percebeu uma impossibilidade. Cansou-se de procurar algo que mesmo ele não definia.
Simple queria sentir.
Descobrir.
Ouvir.
Então, voltou à Terra. Decidiu viajar não mais pelo Universo.
Encontrou o Tempo! Gostou dele! Este o envolveu!
Artimanhas.
Simple vivia envolvido.
Mas antes, ele procura o modo poético, procura um som, procura um contato, procura uma surpresa boa, um sorriso, algo simples, como ele...
Para uma mulher com a flauta, sua boca e mãos, eu fico calado, me viro em dócil, sábio de fazer um modo guloso de cheirar os verdes. É o meu susto que nunca vou explicar, porque flauta é flauta, boca é boca, mão é mão. Como os ratos da fábula eu sigo roendo o inroível som que me devora! Som???? Dom????
A mulher com a flauta existe???
Vem um chorinho doce: eu já tive e perdi um sonho, um animal, uma árvore, a janela marron confidente... Marron? Um dom sonhado a pouco tempo! Um sonho musical! Esse me remetia a uma modinha que eu sabia e não sei maiss.
Quando a minha mente descansa, pego a querer esse sonho, esse animal, essa árvore, a janela e esse Dom.
Então, me dá choro, o coração fica amolecido.
Pára!
Chega desse modo poético.
Parece-me o retrato do artista quando flagelo!!!!!
O metrô é só mecânica e energia mas atravessa a noite, o dia, atravessou a minha vida e virou sentimento.
Volto ao Tempo dos Cavaleiros Medievais para entender o Tempo. Percebo que o homem do séc. XII parece experimentar uma certa indiferença em relação ao Tempo. A contagem das horas, dos dias, os problemas de cálculo, calendário. Tudo assinalado pelos Clérigos. O Tempo pertence a Igreja. Os cavaleiros não são donos dos ritmos de sua existência. Coitados! Vejo que eles assistem, imponentes, à passagem dos dias, dos anos, que os faz envelhecer, sem deixar de repor cada coisa em seu lugar. Talvez seja por isso que eu os vejo mais preocupados com o Tempo que faz do que com o Tempo que passa. Algo bem peculiar. Desisto das Galáxias!
Eis o Tempo. "Um senhor tão bonito, com a cara de meu filho"...
Continua....

quarta-feira, maio 24, 2006

Yo soy la desintegración......................




Tudo começa com um simples:
_ Eu sei!
A soberba invade, infla-se 'todinha' com essa pequena afirmação. Que poder!
O que 'sei' é que já experimentei inúmeros sentimentos por conta dessa contraditória ablação. A sabedoria é algo tão transcendental que um destrutivo 'eu sei' pode aniquilá-la ao ponto de cotidianizá-la. Sabedoria não está aí para ser dita. Pense bem, quanta sabedoria há no silêncio. O fato de eu não concordar com você não afirma a sua sabedoria e, menos ainda, o meu desconhecimento de causa, a minha ignorância. Eu sei que tenho uma vida, hipócrita, na maioria das vezes, mas isso é prêmio. Viajo para onde desejo. Leio livros. Grito. Creio. Pago as contas. Nunca amo. Amo excessivamente. Me pagam mal. Sofro abusos. Não sei fazer pipas. Eu danço mal. Às vezes, causo inveja. Queria abraçar o vento! Leio nos rostos das pessoas as suas intimidades. Conto os degraus da escada rolante. Não sou normal. Mas o que é a normalidade senão um estado de espírito???? Me anulo. Não faço minhas vontades. O mundo é cruel comigo. Sou perseguido. O dinheiro é o caos do mundo. Quantos odores existem num ambiente público. quantas pessoas existem em condições putrefágicas??? Quantos honestos, quantos, limpos, quantos alegres, e os tristes...? respira... pula... corre... reage... nasce....sofre... morre... ame... pratique uma ação... mesmo que seja essa a de não fazer nada! Nada... nada...

sexta-feira, maio 12, 2006

Contranarciso

en mí
veo al otro
y a otro
y a otro
en fin decenas
trenes que pasan
vagones llenos de gente
centenas
el otro que hay en mí
eres tú
y tú
así como
estoy en ti
estoy en él
en nosotros
y sólo cuando
estamos en nosotros
estamos en paz
aunque estemos a solas
(Paulo Leminski)

A Arte de Esquecer


O dicionário define 'memória' como uma faculdade de reter conhecimentos ou experiências passadas, e o 'esquecimento', por oposição, como a incapacidade de reter as informações, como um certo "deixar cair fora" do controle ('esquecer' deriva-se do latim 'cadere', que quer dizer 'cair'). Por causa dessa 'controlabilidade', costumamos valorizar mais a rememoração e suas técnicas do que o esquecimento e seus lapsos.
Entretanto, a memória, vista mais de perto, não é só atividade. Não é por acaso que falamos dela como alguém que nos trai, como se fosse uma esposa amada, mas infiel, sobre a qual lamentamos não ter tanto poder. Da mesma maneira que nossa capacidade de controle sobre a memória é limitada, talvez haja inversamente a possibilidade de que o esquecer possa ser ativo.
Infelizmente não temos notícia ainda do desenvolvimento de nenhuma 'amnemo-técnica', quer dizer, uma arte da amnésia, nem como uma forma de aprender a bem viver, nem como uma técnica de auxílio à ciência e ao conhecimento. Uma agenda do esquecimento seria um empreendimento paradoxal, pois o esquecimento não permite listas, planos ou cronogramas. Por que então querer esquecer?
A vantagem de olhar para o passado é a oportunidade de compreender e experimentar esse passado como 'nosso'. Em geral tendemos a olhar para a história como um processo onde não temos nenhuma participação. É a mesma coisa que acontece quando dizemos que 'estamos presos em um engarrafamento'. Essa frase tão banal e cotidiana trata o engarrafamento como um processo independente da nossa vontade, como uma pedra que se instala no meio de nosso caminho para casa. Do ponto de vista da filosofia seria muito mais coerente ligar para a família e dizer que vamos chegar atrasados no jantar porque estamos muito ocupados produzindo um engarrafamento junto com a 'maior galera'.
Olhar para o passado ajuda a lembrar que somos também a nossa história. Isso só é ruim quando é feito de forma excessiva. É preciso desconfiar quando a nostalgia vira moda. Supervalorizar a memória pode, às vezes, significar falta de perspectivas para o futuro. Para que o futuro se realize é preciso às vezes esquecer o passado. O esquecimento é condição de possibilidade de tudo que é grande, saudável e nobre no homem.
Nas suas Considerações Extemporâneas (1874), Nietzsche convida-nos a imaginar um homem tomado de uma paixão violenta por uma mulher ou por uma grande idéia. Como se modifica o seu mundo! Não apenas todas as suas avaliações se alteram, como a própria capacidade de valorar fica temporariamente suspensa: "Torna-se ingrato contra o passado, cego para os perigos, surdo às advertências, um pequeno redemoinho vivo em um mar sereno de noite e esquecimento".
Para Nietzsche, este estado de esquecimento sereno da história produz não apenas ações injustas, mas muito mais vezes as corretas: 'Nenhum artista teria realizado um quadro, nenhum general teria ganhado uma batalha, nenhum povo teria conquistado sua liberdade sem que estivessem antes desejado isso de um modo não-histórico'.
Saber selecionar o que deve ser esquecido para poder se concentrar no que pode ser realizado, eis o segredo das grandes ações humanas. Não é uma tarefa fácil, os únicos mestres de que dispomos, segundo Niezsche, são as crianças e os animais, seres capazes de brincar ' entre as cercas do passado e do futuro, em uma serena cegueira'.
Nessa época pode estar sofrendo de um excesso de sentido histórico, de um exercício desmedido da memória. Um homem que nunca esquecesse ficaria doente, enfraquecido, desesperado de morte. Esquecer não quer dizer simplesmente apagar da mente e da vista, mas ter a força de recriar a memória, de reinventá-la, libertando-se das interpretações oficiais e canônicas e partindo para a criação. A memória pode até ajudar a conservar a vida, mas só o esquecimento pode contribuir para a sua regeneração.

sexta-feira, março 24, 2006

Reticências..., ..., ...

Hoje Simple começa mais um dia. Este é o dia que mudará toda a história. Talvez, pela simplicidade que evoca em seu nome...
Aquela casa de praia estava tão desgastada que Simple pensou que suas entranhas se espelhariam pelo estofado. O que ele havia descoberto era que em um de seus livros existia uma dedicatória do tipo: 'A sua simplicidade sondava o que as pessoas inteligentes falsificavam'. Isso o fazia vibrar. Proporcionava-lhe um êxtase inconfundível. E ele conseguia visitar todos os planetas. Visualizava aquilo que lhe convinha. Então, num golpe, encontrou algo que lhe desconcertou. Esbarrou com um sentimento maiúsculo. Se sentiu vulnerável, traído pela sua razão, já que a emoção não merecia confiança. Conheceu a primeira significação do dicionário. Viajou. Apoderou-se de ferozes asas. Seu dicionário tinha um nome próprio: mulher. Ele visualizava a pele delicada, estudava cada poro que lhe proporcionava um orgasmo múltiplo, será isso possível? E então, encontrava-se arrebatado, acreditando na pureza do ser-humano. Crença vã. Isso ele sabia. Pôs-se a fazer trovas, sentindo-se o mescador de Veneza, ou, quem sabe, um poeta medieval. Simple caiu em si. Percebeu que estava em meados do séc. XXI, e que era amedrontado por um Mal que, ao mesmo tempo que o destruía, provocava-lhe os mais íntimos desejos. Mas sua amante tinha pedigree. Isso o tortura. Cada desejo era único. Cada sensação. Cada palavra. Ela tinha um cuidado camuflado com Simple no qual o conquistava e o enlouquecia. A segunda vista de Simple foi alucinógena. Porém, a terceira foi a primeira. O detalhe era memorizado. O sentimento era reconhecido. O beijo era desconcertante. Simple, envolvido pelo sofrimento, já não depositava crédito em realcionamentos. Mas Ms. Flor o surpreendia. Ela cuidava de Simple. Gravava os detalhes mais insignificantes. E Simple? Cada vez mais se desconcertava. Ele não sabia o fim ou o começo de tudo isso. Só conhecia o forte sentimento que o envolvia. Havia desejo. Ele queria. Se sentia o mais forte dos seres. Para o seu coração, esse desejo era somente um plso. Mas Simple pré-sentia a Traição. Ele estava perdendo o controle. Então, foi à Júpiter. Procurou algo novo. Encontrou Mrs. Rammy, comum em simplicidade, porém silenciosa. Outra característica que o torturava. Sua sensibilidade estava em alta. Um drink. Os sinônimos. Um sorriso. A contradição. Sua busca pelo imcompreensível. O indecifrável...

quarta-feira, março 22, 2006

Como vovô dizia...


"Nenhum problema pode ser resolvido pelo estado de consciência que o criou." ... ô frasesinha bem definitiva.....Ô hômi que sabia das coisa... E o kéko isso quer dizer? Simples: Pode ficá pensando aí o quanto ocê quiser, torce os miolo, espreme o cérebro, arranca os cabelo (Que sobraram) que o máximo que ocê vai conseguir é ficar mais neurótico e aumentar o nível dessa ansiedade que já está ficando insuportável... É claro, sempre tem uma pizzaria, um cigarro, um baseadinho, cervejinha, uma "papada" que você dá no seu concorrente ou na sua secretária (Ou quem sabe ainda, no personal trainer. Chiquésimo né?), sexo-on-line, anti-depressívos, etc... Que aliviam a barra, mas se ocê (Nós) olhar (Mos) em volta (ou no espelho), podemos observar que se compreendêsse-mos e colocásse-mos na prática esses sábios dizeres, o Mundão seria um lugar bem mais fácil e agradável de se viver. NENHUM PROBLEMA PODE SER RESOLVIDO PELO ESTADO DE CONSCIÊNCIA QUE O CRIOU. Qué vê um exemplo? A situação política do Oriente Médio. Os cabra ainda tão no olho por olho, dente por dente. Tipo: "Temos que matar 345,7 Palestinos afinal eles mataram 345,7 dos nossos"... Na cabra-cega-do-olho-que-só-vê-o-que-já-sabe, entra ano e sai ano, e é sempre o mesmo papo. Se você olhar através da lente que eles estão olhando, tá sujeito a chegar a conclusão de que eles estão certos."Temos que retaliar para não demonstrar fraqueza" ou "Não podemos permitir que esses porcos continuem nos oprimindo" ou " Tudo pela Liberdade" ou "Judeu bom é Judeu morto" ou "Palestino bom é Palestino morto", etc... etc... A mesma conversa há milênios, o mesmo estado de consciência que gerou o conflito e que só enxerga conflito pois só conhece conflito... O mesmo estado de consciência que até hoje ainda não reconheceu o seu próprio Salvador, que se deu o trabalho de nascer entre a sua gente e sentiu na própria pele o seu ódio. O mesmo nível de consciência que vota em Ariel Sharon e explode bombas em Shopping centers cheios de Mulheres e Crianças. Há dois mil anos atrás, um emissário de Deus em supremo sacrifício de Amor por essa humanidade veio nos trazer um estado de consciência mais elevado. "Se te baterem em uma face, oferece a outra..." Quem aí já está nessa? Mas não é só lá no Oriente Médio não gente. Quantas vezes levei fechada no trânsito de gente que depois de me fechar ainda gritou: "Vai se F....!!!" E com um adesivo imenso no vidro de trás: "100% JESUS"... Sei que eles não fazem por mal, estar em um estado mais elevado de consciência, mas estar em um estado mais elevado de consciência MESMO, não é pra qualquer um. Eu mesmo tô ralando muito pra ver se consigo melhorá um pouquinho... Como dizia o velhinho: " ... É preciso ir mais longe... Eu penso 99 vezes e nada discuto... Deixo de pensar, mergulho num grande silêncio, e a verdade me é revelada...O ser humano é parte de um grande todo chamado por nós de Universo... Uma parte limitada, no tempo e no espaço... E ele, o ser Humano, experiencía a si próprio, seus pensamentos e sensações como coisas separadas do resto, uma espécie de ilusão de ótica da consciência..."

quarta-feira, janeiro 11, 2006

Passeio na Lua

É tão simples a vida...
Porém a calma e a simplicidade irritam algumas pessoas.
Se você desejar, eu farei tudo o que lhe proporcione o bem.
Dedico à você um amor de novela.
Quem sabe até um filho com um furinho no queixo.
Quando quiser alguém alegre, ouvindo suas queixas e frustações... já sabe!
Farei o que quiser mais uma e duas e... mais vezes.
Aqui na Lua, as ruas estão congestionadas, o céu está pegando fogo - fenômeno típico por aqui.
As lunares estão felizes com o tempo fogoso, tudo está perfeito...
Simple acordou e sua energia já não era mais a mesma.
Afinal, ele estava sozinho na Lua.
Ele lembrava dos carinhos recebidos de um amor recente.
Ele suspirava oscilando entre a alegria e a tristeza.
Então, chorava, e chorava, suspirando pelo seu ideal de ...
Odia estava apenas começando...
Suas emoções seriam maiores...
E suas dores...
Para Simple, o ano não se apresentaria assim tão novo.
Agora o narrador aparece e altera o passeio de Simple...
Acredito que ele só queria ocupar o seu lugar no espaço, cultivar suas idéias, gerar sentimentos em outras pessoas, respirar... ter a mente solta.
Senti o seu coração descompassado.
Ele foi até a janela e, pela primeira vez, ele avista um céu completamente nu..
Essa imagem gera em seu rosto, um semblante mágico, um signo radiante...
Há uma irradiação de sentimentos saindo de Simple - atinge os meus 'mais ocultos sentimentos'!
__ NÃO! Como isso aconteceu? O narrador não tinha autorização para modificar a minha história! - indaga Simple.
...