sábado, agosto 20, 2005

O olhar da lua



A sua maneira de ser diferente no olhar me faz acreditar na sua majestade. Majestade nesse olhar com uma visão única, que me acompanhou desde a entrada no carro. Esse olhar me cercava por todos os lados e com todos os ângulos possíveis... uma imagem possivelmente cubista. E trazia consigo um jeitinho de me olhar dengoso e solitário alucinante... fazia até gracinha comigo: quando eu a procurava, fugia de mim por um momento, ou melhor, por um movimento do carro e aparecia cheia de graça e luminosidade... tão majestosa e tão simples. Me cativou. E agora, como diria Saint de Exupèry: "É responsável por aquilo que cativas"... minha admiração e encantamento... meu vislumbre. Procurei por ela de novo e já estava em outro lugar ou ângulo... com o balançar do carro nas ondulações do asfalto, ela parecia dançar uma valsa vienense, deslizando pela noite escura e infinita. A sua simplicidade remetia a alguém especial... Lua envolvente!! Agora estou chegando em meu destino e você me proporciona uma lembrança tão boa... A sua luminosidade e , mais uma vez, a sua simplicidade mostra-me nitidamente o que vi nos olhos negros de hoje! Lua, havia predestinado tudo? Pois ontem à noite, tu já estavas cheia de esplendor, toda dona do céu... Conspire sempre ao meu favor Lua, pois lutar contigo é tolice... Lua por São Jorge abençoada, conseguistes libertar meus pensamentos da velocidade da luz!

Sinto-me feliz!

Michele Ribeiro.

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